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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Solitude noturna


A noite é uma incógnita, por isso mesmo é que nos fascina tanto. São as luzes que dela brotam, seus tons nada definidos e, os sentimentos que fluem dessa hora tão mágica que nos inquietam. Às vezes nos surpreendemos com medos infundados, oriundos das impressões que carregamos desde a infância, de que todos os monstros surgirão na calada da noite, na escuridão após as lâmpadas se apagarem. E aquele véu que nos cobre de estrelas tão brilhantes, tão constantes, nos servem de companhia nas horas de solitude noturna. É a hora mais apropriada para os nossos encontros conosco. Quando nos sentimos mais à vontade para nos conectar com os anjos, ouvir o que eles nos dizem, esvaziar a mente tagarela, inspirar e expirar lentamente acalmando os nossos ânimos, permitindo que os nossos mestres façam contatos conosco através do nosso pensamento. Fechemos os olhos, então, procurando relaxar a musculatura corpórea, sentindo que cada célula do nosso corpo está sendo preenchida pela luz curativa do cosmo.
Uma noite abençoada e de doces sonhos.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Martírios da Alma



Só era perceptível o brilho dos olhos, um brilho que aos poucos se desfez em lágrimas...
Um olhar triste, perdido na distância, através dele, via-se o contorno esfumado de todas as coisas, e os últimos reflexos do entardecer, depois o refúgio na escuridão...
Me era aflitivo abrir os olhos, era custoso de contentar com o que me exigia esforço. Quando o sol se cansa de alvorecer, ele prossegue em outra direção, abrindo espaço para que a noite se construa, enquanto ele avança para outras diretrizes, onde possa chefiar seu próprio rumo.
Vedar os olhos era impedir a interação entre o que está dentro e aquilo que se encontra fora do meu alcance. Seria fechar o meu limite de acesso aos meus desgostos e infortúnios.
Eu decidiria a ocasião apropriada para reabri-los e confrontar de frente os meus martírios e recomeçar a aprender tudo de novo.