Mostrando postagens com marcador criança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador criança. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A criança interior

Que a criança que um dia fomos permaneça como nosso guia nas horas de desassossego, de desordens morais e/ou espirituais. Essa criança que sabe ungir-se de alegria, encontrando na simplicidade razões para esse estado de contentamento.
A alegria brota da alma, sem que se conheça as razões para tal. É uma dádiva dos céus, onde estão guardadas todas as respostas e, ao nos tornarmos adultos, perdemos, por diversas vezes, esse canal que nos vincula a essa circunstância de absoluta felicidade.
Temos todas as idades pelas quais passamos, e por esse motivo, não devemos nos desapegar dessa infância que ornamenta a nossa vida adulta com entusiasmo e jovialidade.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A Fada das Flores (Para a minha adorada mãe)

As dálias que as suas delicadas mãos colhiam
e eu, próxima, extasiada a tudo assistia;
As fadas que em segredo eu cria, porém, nem sequer as via;
naquelas horas, eu, ao menos uma delas, possuía.
Ah! As dálias de cores diversas,
plantadas e colhidas com gestos dadivosos e generosos!
O perfume das angélicas que aos sábados exalava por toda sala de estar,
as mesmas mãos as exibiam!
Ela caminhava por entre as flores, removia a terra, regava-as com a terna exatidão
de quem sabia que lá elas permaneceriam viçosas.
E se multiplicavam colorindo os canteiros com rara beleza.
Suas mãos eram como deveriam ser as de uma verdadeira fada,
leves como sedas.
No jardim, roseiras e outras variedades, embora para a minha memória
de criança, as dálias fossem marcantes, nos canteiros do quintal.
Porém de todas as flores, era ela a mais exuberante e bela.
Simples, quando se misturava à Natureza.
Enigmática, quando ora fada, ora flor, dava-me a certeza,
de que aquela metamorfose seria para incorporar à minha vida,
a possibilidade de ter sabedoria sem nunca perder a inocência.


27.02.2009