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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O príncipe dos sonhos

Na infância, sonhávamos e críamos nos sonhos, nas histórias lidas ou contadas, nas princesas resgatadas para a vida e o amor, no final feliz e na
felicidade que viria após cada final. Costumávamos dormir esperando os lindos sonhos que certamente viriam e eram presságios da vida real. Dormíamos esperando que os príncipes nos acordassem com beijos suaves e puros e nos mostrassem as janelas, por onde fugiríamos para um passeio encantado. Voaríamos, veríamos de cima toda a cidade adormecida e acreditávamos que cada uma daquelas pessoas tivesse o seu príncipe, ou a sua princesa e que possivelmente, naquelas horas silenciosas, cada uma delas estaria embevecida com os seus próprios sonhos. Deveríamos continuar a sonhar como crianças crendo que, ao acordarmos dos sonhos encantados, tudo estaria tal qual naquelas viagens extasiantes e, de certo nossa vida seria arrebatadora e cheia de arroubos juvenis. Ao amadurecermos perdemos a capacidade de sonhar. Perdemos todas as certezas, a esperança de uma vida de enlevo e plenitude. A vida muda, se transforma, porém os sonhos não devem morrer jamais. São eles que nos mantém vivos e plenos de felicidade. Que ao adormecermos, possamos encontrar os nossos anjos protetores, pois esses, sim, são os príncipes de hoje. Nunca nos abandonarão, sempre estarão ao nosso lado, velando para que tenhamos os doces sonhos de outrora.

domingo, 24 de agosto de 2014

Um jardim em nossa alma

Aprendi que os sonhos enfeitam a realidade. E ai de nós se não tivéssemos a nossa imaginação para capacitá-los. Sonhar pode ser um exercício de estímulos importantes para a nossa aprendizagem como espíritos. Por que não plantarmos um jardim em nossa alma, delicadamente, semeando aos poucos, regando-o com fluidos de amor enquanto esperamos vê-lo crescer? Durante esse estágio de espera, iremos nós, então, aprofundarmos em nossos mais íntimos sentimentos, ao passo que, a cada retrocesso, observaremos onde, quando e por que cometemos nossos próprios infortúnios. Nos observaremos como se estivéssemos avaliando uma existência discordante da nossa. Enxergaremos nessa outra alma todos os confrontos e suas inúmeras adversidades pelas quais tenham passado, seus embates diante da vida, suas vitórias e suas derrotas. Após toda essa avaliação, o jardim já estaria florido e viçoso. Durante essa viagem da alma, a cada história presenciada, uma etapa de desenvolvimento foi concebida no jardim, simultaneamente. E ao regressarmos veríamos ali, bem diante de nossos olhos, a construção Divina. E nessas circunstâncias, finalmente reconheceríamos em nós um jardim da Criação Divina, mais depurado, mais consciente dos escombros dos quais já não pertencíamos mais, pois deles já não mais precisávamos e dos quais nos libertamos. E se o Criador é o jardineiro desse jardim perfeito, temos a obrigação de sermos, pelo menos, os semeadores desse jardim, que é a nossa preciosa vida terrena.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A Certeza dos Sonhos


E onde eu encontro alívio para as minhas dores mais lancinantes, as lesões que fomentam em mim desordens perturbadoras e, os pesares que a vida me inflige, senão nos atalhos que me conduzem ao ato de sonhar?


 

© Copyright Fotografia by Cristiano Contreiras